segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Aos 21


Comemorar mais um ano de vida é uma bênção. Conforme os aniversários vão passando, o corpo vai crescendo, as festas vão mudando de temas, os presentes também... e quando reparamos somos adultos. Temos um emprego, uma casa, uma família e mil coisas na cabeça. Vinte e uma primaveras pode ser pouco se você já completou cinquenta delas, ou pode ser muito, se você ainda vai completar a décima quinta.
Anos atrás eu imaginei como seria minha vida aos vinte e um. Pensava eu:
- Estar cursando faculdade;
- Trabalhar;
- Estar casada;
- Ser gente grande.
O último item da minha lista se resumia a vestir roupas mais sociais e casuais, em tons de bege, marrom e preto, usar sapato de salto todo dia o dia inteiro e não cansar, trabalhar e gastar todo meu dinheiro com coisas úteis, gostar dos afazeres domésticos, parar de ler romances infantojuvenis, e revistas do gênero também, enfim, parecer adulta.
Hoje, ou melhor, ontem, completei 21 anos. Muita coisa mudou, eu mudei em muitos pontos, cresci um pouquinho, não engordei de jeito nenhum, me casei, tenho minha casa/apartamento e um emprego com moda que eu amo. Mas continuo a mesma menininha. Adoro sorvete colorido, bala de coração e pijamas. Continuo com medo de muitas coisas, ainda leio o mesmo gênero de revistas e livros. Não gosto de ser dona de casa e nem levo o menor jeito para isso. Me olho no espelho, várias vezes por dia, na esperança de uma hora ver no reflexo uma mulher adulta. Tenho muitas responsabilidades, ainda não sei qual faculdade cursar e se pudesse comeria pão de queijo, pipoca, bolo de cenoura, salgadinho e pizza o dia inteiro.
O que mais posso dizer? Se eu cresci? Sim, cresci, mais minha essência não mudou com os anos, e espero que não mude tão cedo. Afinal, fazer aniversário para mim é comer bolo da minha mãe, ganhar presente e não precisar lavar a louça naquele dia. Quem sabe um dia eu me torne adulta...

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